surfer: Sheila Santos

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foto: Arthur Maroto

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"È só entrar no mar, fazer o seu surf, fechar os olhos e sentir as ondas, esquecer o mundo...”


 “Surf se ensina?” Quando eu comecei a remar, furar, dropar, e degustar cada onda, eu de inicio aprendi q surf ñ se aprende, ñ se ensina, ñ se pega. E com o passar do tempo, eu percebi q o SURF se sente! E quando isso acontece, é tão intenso, q ñ existem palavras pra descrever ao certo uma sensação dessas. O surf já nasce com vc, já está impresso no seu DNA, na sua vida, no seu dia-a-dia.
Se vc está começando a surfar agora, é mais do q normal q vc vá acompanhado, mas quer um conselho? Comece desde já, a ñ depender de ninguém pra isso, ñ dependa da boa vontade de ninguém, do bom humor de ninguém, da carona de ninguém. Saiba sempre se virar sozinho, seja lá como for. Entenda q depender de si msm pra surfar, é a melhor coisa. As escolinhas de surf estão cada vez mais lotadas, o surf está tomando conta de todas as idades, todos os gostos, todas as classes sociais e dimensões. Os instrutores ensinam a ficar em pé em cima de uma prancha, a base do bodyboard, a mandar 360, rollos, rasgatas e batidas, mas se o surf ñ estiver no interior, no coração, no brilho dos olhos, vc nunca terá realmente aprendido a surfar.

Quantas pessoas q vc conhece q começaram a surfar por modinha? E quantas começaram por paixão? São sensações totalmente diferentes, pq quando se começa a surfar, sem aquela paixão, ñ se tem tanta força de vontade, percebe-se então q o q parecia fácil, e da moda, ñ é tão fácil assim, e q precisa de dedicação e paciência. Daí quando ñ se é capaz de se manter tão paciente a ponto de procurar a evolução, todo dia, ralando, com seu próprio esforço, só se escuta por aí: “Pô, esse tal de surf, ñ dá pra mim ñ. Eu até tentei, mas ñ consegui, é difícil.”

Mas quando vc se apaixona, é totalmente diferente, pq vc só pensa em pegar uma prancha logo. E quando vc tem sua própria prancha, “daí já era!” Ela se torna uma das coisas mais valiosas e intocáveis q vc possui. À vontade de surfar vem todo dia, a fome de informações, de evolução, de ondas. Uma boa vontade bate na sua porta, e o amor invade seu coração. E é aí q vc surfa pra vc, e pensa: “Tá difícil, mas eu ñ vou desistir, custe o q custar, eu vou surfar pro resto da minha vida...”.

Ñ adianta vc ter todas as oportunidades na sua mão, e ñ agarrar com todas as suas forças. Quando vc estiver com todas as possibilidades do mundo, com vários picos irados de fácil acesso, só pare e pense q no msm momento, tem alguém por aí, q depende de um toco de prancha, da metade de um bodyboard, de um mar mexido, ou enfrenta diversas dificuldades apenas pra pegar um simples mar. A pessoa q for se começar a enxergar essa realidade, de q o surf ainda ñ é para todos, e q ñ é fácil pra todos, entenderá melhor do q eu estou falando. Temos vários privilégios, de ter aprendizado por todos os lados, é só abrirmos a mente, a alma e o coração. Tenho certeza q se a realidade do surf virasse um bom senso, muita gente iria começar a dar mais valor a qualquer remada, qualquer ondinha, gorda ou esbelta, doce ou amarga. É como se o mar entrasse em nossa casa, lavasse as mágoas e nos trouxesse a calma e a paz q há na gente.


Sinta o surf, viva, aprenda e ame. O surf ñ é pra todos, mas para todos q o amam o surf, ele é incomparável.

Um comentário:

  1. Isso ae sheila to começando agora mais é como vc diz , é com amor , paixão uma vontade encontrolavel de estar na onda , por varios anos eu sentava na beira da praia e ficava admirando elas.

    Rodrigusurf@hotmail.com

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