Fica um pouco do cheiro do mar na pele.
A alma ainda está contente, calma, leve e zen.
Nada incomoda, até agora.
Presto atenção nos rostos, nas roupas, nas falas.
Imagino histórias. Tento adivinhar os porquês.
O mendigo descalço pisa no asfalto.
Eu descalça pisava na areia.
Nada incomoda, até agora.
Tem um sujeito fumando cigarro, passa um pai com o filho agasalhado no colo, uma mulher negra com casaco laranja.
Chove. O ônibus molha a minha calça.
Fecho os olhos. Busco a fuga na lembrança:
Nada incomoda, até agora.
O vento alisa os meus cabelos.
Os meus lábios sentem o frio.
Um carro quase me pega. O sinal estava vermelho. Quem dirigia era um chifrudo.
Meu coração dispara, assim como aconteceu naquele drop.
Nada incomoda, até agora.
Kimono, faixa amarela, mãos dada com a empregada.
Sinais, fumaça, fumaça nos sinais, sinais com fumaças, sinais da desgraça.
Aquela tia ainda ñ conseguiu comprar a tão sonhada cadeira de roda.
10 centavos para ela andar em duas rodas. 1.000.000 centavos para nós andarmos em duas rodas.
A gente olha pra fora, olhando pra dentro, pro céu, olhando pro arranha-céu, pro tempo: estou atrasada. Acelero o passo.
Nada in...
pense e reflita brother!!! bjs
Depois a gente se fala.
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