MINHA VIDA DENTRO E FORA D'AGUA, ALGUNS ÂNGULOS DIFERENTES DA MSM COISA... "O SURF O MAR" UM CONTEÚDO SOBRE ESSE MUNDO BONITO E FASCINANTE Q PARECE ESTAR SENDO A UNICA OPÇÃO PRA SE LIBERTAR DESSE MUNDO LOKO DE HJ. FUCK THAT! RECICLE SUAS IDÉIAS E SEUS CONCEITOS DE VIDA, POIS A VIDA É BELA E CURTA, FAÇA POR MERECER. ACORDE, RESPIRE, SURF,PENSE E TENHA RESPEITO PELO PROXÍMO. ....EMBARQUE NESSA SEM MEDO DE SER FELIZ.. O MAR, O SURF E A VIDA é feita de AMOR : AMOR E SAL.... BY: SHEILA SANTOS
surfer: Sheila Santos
foto: Arthur Maroto
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
e vc o q vai fazer?
Uma maré gelada se agarrou ao litoral do sudeste brasileiro com determinação. Sua água escura e fria parece ter adotado as praias de São Sebastião, e tbm Guarujá, como morada de férias, do msm jeito q um gringo elege o Brasil e aqui fica, meio desbundado com a blz e com a facilidade de se encostar.
Esse msm mar esfriou o vento sul e sudeste e empurrou sua temperatura baixa para dentro das florestas q resistem nas montanhas do litoral norte chegando ao Rio de Janeiro. Esses grupos de mata fechada são como revolucionários cubanos lutando contra o capitalismo e seus lotes imobiliários. São ilhas q, ao invés de Miami, têm o desenvolvimento de São Paulo como vizinho e ameaça.
Apenas com a diferença de q essa Cuba verde ñ vê seus moradores se jogando em balsas improvisadas rumo ao desenvolvimento e à grana. Na verdade, o q acontece é o contrário. Eu, q morava em São Paulo, me pego agora boiando em meio a tanta destruição e desolação. Têm locais juntos de mim + a maioria dos surfistas q dominan o line up tbm ñ são daqui. Se lançaram na estrada com suas pranchas e desespero, esperando q o surfe os faça esquecer de onde precisam ganhar a vida para lembrarem de onde podem desfrutá-la. Eu sou um deles remando e torcendo para aceitarem meu pedido de asilo.
Os longboards ajudam a clorir a visão pois, com exceção da minha, a maioria é pintada de cores fortes q, num dia de sol e mar azul escuro como o de hj, saturam o espetáculo. Essa era a primeira vez q surfo me lembrando das praias de onde eu surtfei e pensando será q algum dias elas ainda estarão lá? com a aquela msm paisagem paradisiaca q um dia eu desfrutei ou como as serras se encontram hj mergulhada em lamas e desespero?. Depois de cada onda, passam por mim sujeitos q, com muita elegância, manobram seus pranchões com a desenvoltura digna de filmes.
Algumas vezes, + de um por onda e - sem deixarem o mau humor estragar o dia – sempre sorrindo por saberem q o mar é para todos. Essa visão me fez lembrar da matéria q havia visto ontem no jornal das vitimas da chuva lá no Rio.
O jornalista nos descreve como desesperados, expurgados de suas casas pelas chuvas em busca de um pouco de esperança para reencontrarem talvez por milagre seus mortos com vida ou de tentarem recontruierem suas vidas novamente repleta de paz. Termina nos dando as boas-vindas, + com uma sugestão: q ñ fôssemos para as melhores praias, mas para as cidades ao lado, onde ñ causaríamos tanto incômodo apenas levando nossa solidariedade a cada uma dessas familias.
A unânimidade do artigo é a nossa falta de educação e de como “seríamos capazes de remar por cima de nossas próprias avós para dropar uma da série ao invés de ajudar o próximo, de trocar um dia de boas ondas ao invéss de amparar aquele q nessecita.”. Olho para o meu reflexo n’água, me viro e vejo todos os outros q estão surfando ao meu redor, felizes e silenciosos. Ñ nos reconheço naquela descrição. Ñ nesse dia.
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