surfer: Sheila Santos

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foto: Arthur Maroto

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terça-feira, 3 de maio de 2011

surf liberdade, depois do trabalho, felicidade acima de tudo \o/

Vc já se sentiu inadequada diante do mundo? É como dançar o tempo todo fora do ritmo, desengonçada. Ñ é q eu tenha a pretensão de consertar todo o planeta lá fora e mudar o comportamento das pessoas, + é preciso manter a sensibilidade sobre o certo e o errado, manter a lucidez sobre os sentimentos e os afetos simples.



Sobre o q acontece ao redor: sejam pequenas benesses, sejam as injustiças; durante o tempo todo, a alma ñ pode calejar.


+ parece q feri alguma ‘regra socio-comportamental’ moderna. Talvez fosse + conveniente e a altura de minha profissão e responsabilidades demonstrar um certo fastio, um cansaço, um quê de insatisfação, um stress básico, um pouco de complexo de pobreza, uma falsa modéstia de felicidade.


Senti a inadequação dessa alegria pueril diante daquele ambiente corporativo. Ñ combinavam.


Até q é bom ser inadequada assim.

Minha ética pessoal hj diz q posso abraçar meus semelhantes e chorar com eles, ao invés de mostrar distanciamento profissional e ‘super controle emocional’. Minha inadequação tbm me permite estar em paz com Deus sem alardear religião ou frequentar uma igreja. Minha inadequação faz com q eu prefira ser lembrada muito + pelo meu sorriso do q pelas coisas q disse ou fiz. O tempo me ensinou q ele é msm prodigioso para os q têm o coração leve: apaga as memórias desnecessárias e realça as preciosidades.


Descubro q minha inadequação é boa porque a inconformidade me aproxima do Divino, para Quem o tempo – finito e fugaz – nem existe. + para mim – uma poeirinha cósmica nesse Universo – o tempo faz prodígios.

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